terça-feira, 21 de outubro de 2008

Sinais Elétricos

Diversas descobertas da ciência aparentemente são inúteis para quem observa em um primeiro momento, no entanto a aplicabilidade das novidades alcança áreas muito distantes da experiência inicial. É o caso da Planta Blogueira do Japão.



Cientistas conseguiram captar através de sinais elétricos as diferentes nuances de “estado emocional” da plantinha e através de programas de computador fizeram com que o vegetal se expressasse em um blog. Os “humores” da planta variam de acordo as mudanças no tempo e a interação das pessoas com elas. Até aí nada além de uma experiência curiosa e inusitada.


Os sinais elétricos emanados pelo corpo já são estudados pelos cientistas desde o final da Segunda Guerra Mundial, e utilizados em larga escala durante o período da Guerra Fria para interrogatório de espiões e prisioneiros. O aparelho utilizado era o polígrafo, cujo funcionamento consistia na captação do coeficiente de condutibilidade elétrica da pele. Se o sujeito mentisse, ele naturalmente transpiraria, portanto o organismo jogava NaCl (sal de cozinha) na pele e fazia o coeficiente subir, prontamente captado e demonstrado pelo sobe e desce da agulha do aparelhinho. Por mais dissimulado que o sujeito fosse ele nunca conseguiria enganar seu próprio organismo.



Hoje em dia a luta dos cientistas é transformar os impulsos elétricos emanados pelo cérebro em comandos inteligíveis para membros biônicos e aparelhos afins. A ciência já obteve algum sucesso, mais ainda engatinha nesta área. Seria de grande valia para tetraplégicos e pessoas com dificuldades severas de acessibilidade alcançar a independência com membros tão bons ou até mais funcionais que os originais.



Como podemos ver, não é de hoje que o homem utiliza (ou tenta) os sinais elétricos para facilitar sua vida ou tentar restabelecer o bem estar traumaticamente perdido. Ainda viveremos para presenciar não só membros interligados diretamente ao cérebro bem como interação total dos eletrodomésticos, automóveis e a própria internet com a nossa mente. A julgar pelas evoluções o caminho é este.
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Se você se interessou pelo que essa planta tem dito, dê uma conferida no blog dela (em japonês). Aproveite e comente aqui e lá.


Um comentário:

Unknown disse...

Há algum tempo vi uma reportagem em que orquídeas cresciam ao som de música clássica... Não é de hj q ouço os mais velhos dizerem: 'conversa com elas [plantas] que elas se desenvolvem melhor'.

O mais legal disso tudo, n saber se as plantinhas apresentam "nuances de 'estado emocional'" isso eu acredito desde de sempre... O legal mesmo é poder associar essas descobertas 'sem sentido' às pesquisas em outros campos, como da saúde.

Gostei do q li.
Até a próxima!

PS: Sacanagem o blog em japonês, rs o.O'