quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Eleições Americanas

O mundo inteiro presenciou na ultima quarta-feira a chegada ao poder do novo presidente dos Estados Unidos da América. Confirmando as projeções das pesquisas, Barack Obama ganhou de John McCain por uma expressiva diferença entre os delegados, mas passou apertado no número de votos populares.


Pra você que nunca entendeu o sistema eleitoral americano, aí vai uma explicação razoável e simples: Lá as eleições são INDIRETAS, ou seja, não é a população que vota diretamente para a escolha do representante, mas sim delegados dos colégios eleitorais. Para vencer, o candidato deve alcançar no mínimo 270 votos no colégio eleitoral. O vencedor em cada estado ganha os votos dos delegados dos respectivos estados onde venceram. O número de delegados nos estados varia de acordo com o tamanho e a população local. É justamente aí a falha deste sistema eleitoral, pois um voto popular no estado da Califórnia (que possui 55 delegados do colégio eleitoral) vale teoricamente bem mais do que um voto popular no estado do Delaware (que possui apenas 3 delegados), o que possibilita esquisitices iguais as que aconteceram na eleição passada, quando Al Gore obteve mais votos populares mas perdeu a eleição para George W. Bush.


Através dos debates na tv e pelo plano de governo divulgado, teoricamente McCain seria melhor para o Brasil, já que demonstrou interesse no modelo nacional de produção de álcool, visando redução da dependência de petróleo, e era mais favorável à redução dos subsídios na produção, ao contrario de Obama que é mais favorável a este tipo de ajuda aos produtores. Os subsídios são motivos de vários impasses na rodada Doha e é alvo de varias apelações à OMC. É fato que com Obama ou qualquer outro, esta prática continuaria acontecendo, pois já faz parte da cultura americana subsidiar seus produtores para poderem enfrentar a concorrência mundial, portanto com um ou outro isso não mudaria. No que diz respeito a política externa, Obama , que sempre criticou a invasão dos EUA ao Iraque, prometeu que retiraria as tropas americanas de solo iraquiano em 16 meses. Também se mostra mais aberto a debater pautas ecológicas, tema bastante sensível para os EUA, assim como a imigração.

O que se sabe é que Obama receberá um país situado no vórtice de uma crise com efeitos mundiais, terá suas mãos (e o orçamento) atados por um pacote de ajuda de 700 bilhões aprovados pelo congresso e ainda terá de lidar com o terrorismo e uma péssima imagem internacional, causada por anos de políticas externas equivocadas.

Good Luck Dude!

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