sábado, 29 de novembro de 2008

A velha mania de julgar...



Filmes, Programas de TV e até mesmo canais. Atualmente encontramos vários meios que nos possibilitam acompanhar a vida e até mesmo a falta de sorte das pessoas, que por algum erro cometido venha a ser julgado e condenado por um sistema judiciário.
Acompanhamos ávidos por ‘’justiça’’, loucos para ver o réu condenado,pagando pelo que cometeu,vendo sua vida e esperança se esvaindo. quase que imploramos para que ele seja condenado.formamos a opinião publica e nos dão muita importância.Por isso nos propiciam de varias formas o show que é ‘’ queimar’’ em praça publica os nossos,aquela condenados atuais.Nada diferente do Tribunal do Oficio da Santa Inquisição mesmo do século XII,que caçava literalmente quem não seguisse a risca suas regras,que perseguia bruxas,judeus,que julgava quem fosse diferente,que queimava quem desafiasse a regra vigente.É,parece loucura,mas e Santa Inquisição não é tão passado assim.Temos um pouco dela dentro de nos,quando pagamos para ver o julgamento de outros,quando assistimos programas escandalosos que dizem mostrar a realidade como ela é,se apoiando em tragédias que acontecem em nosso cotidiano,mostrando de forma absurda o horror e a dor que aflige seres humanos.

4 comentários:

Alexandre disse...

Acho que a abordagem do texto poderia ser feito sobre outra ótica. Condenar porque se acompanha o processo sentencial não é absurdo; é interesse, embora ainda eivado de vício. Assim como se acompanha o Executivo e o Legislativo, o Judiciário também merece atenção. O erro está na percepção sobre o que é um julgamento relevante ou um julgamento intere$$ante para a mídia..
A velha mania de julgar é boa sim, pois nos faz ponderar sobre valores a serem resgatados ou outros a serem abandonados. O que não pode acontecer, e que a mídia, principalmente televisiva, faz uso, é o pré-conceito (assim, separado mesmo, querendo dizer o conceito formado antes do conhecimento dos fatos), ou pré-julgamento.
Julguem, mas não pré-julguem. E quanto à Santa Inquisição dentro de cada um? Cada um de nós é um pouco de Dr. Jekyll e de Mr. Hyde...

ϟ Luan Côrtes disse...

O ser humano mudou durante a história da sua existência. O que há/houve de bom se esvai/esvaiu, desintegra-se/desintegrou-se, as mazelas, contudo, se acumulam.

O pior de tudo é que a mania de julgar, muitas vezes absolutamente infundada nos julgamentos que produz, torna-se base de teses absurdas, atrocidades, "inumanidades"...
Somos seres tão contraditórios, antitéticos, paradoxais: julgamos o outro enquanto criticamos quem nos julga e ainda tentamos justificar, convictos, nossos julgamentos.
Somos também muito convenientes, egoístas: O julgamento (os juízos de valor) que fazemos muda conforme muda o contexto, os interesses.
Deveríamos seguir os versículos que se seguem:

"1 Não julgueis, para que não sejais julgados.
2 Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.
3 E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?
4 Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu?
5 Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão."

Mateus 7.

Precisamos mudar, parar de julgar, de pré-julgar. Precisamos nos livrar da ignorância, preenchendo o nosso intelecto. Desta forma, abriremos caminho às mudanças que precisam se realizar, ou então, já estamos vendo e veremos mais, mais degradação.

ϟ Luan Côrtes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
ϟ Luan Côrtes disse...

Esqueci-me de comentar sobre o texto em si.
Pois bem.
Ótimo o texto, como todos da autora. Estimulante e reflexivo. Excelente para incitar uma conscientização.